terça-feira, 13 de dezembro de 2016

CONFISSÕES

13 de dezembro (2016),

As canções têm o poder maravilhoso de mexer com nossas emoções. As músicas agitadas nos agitam. As alegres nos alegram e as contemplativas nos fazem ficar nesse estado. Os filhos de Corá, exímios músicos que eram sabiam disso. Talvez eles ou o povo como um todo estavam passando por um momento difícil. Então propuseram a canção do salmo quarenta e seis. A música e a letra propunham um estado de quietude baseada na confiança na ação de Deus em favor do que sofre.

Me dei conta de estar enlevado por esta canção quando num final de tarde me preparando para sair para meu exercício físico parei para ler o livro dos salmos e cheguei no salmo quarenta e seis. Problemas há e sempre haverão, mas a música convidava a aquietar-se em Deus.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

CONFISSÕES

12 de dezembro (2016),

acabei de ler o livro I dos Salmos. O livro I compreende os salmos 1 ao 40. Uma divisão arbitrária feita pelos editores que tem lá sua valia. Cheguei ao salmo 40 e fui surpreendido pela frase "esperei com paciência no Senhor" do verso primeiro.

Fiquei intrigado com essa expressão. A continuidade dela diz "...Ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor. O que é esperar com paciência no Senhor? Arrisquei algumas respostas.

Esperar com paciência significa que Deus nos deixa sofrer e depois de muito clamarmos ele resolve em algum dia nos atender quando a esperança já se esvaía.

Esperar com paciência quer dizer que nada com Deus é fácil e numa espécie de castigo santo Deus nos faz ficar mais tempo a seus pés.

Olhando para o caráter de Deus percebi que não era nada disso. O salmista queria dizer que resolveu não criar suas próprias alternativas de solução, nem enveredar pelo caminho mais fácil ou do erro e esperar que Deus mudasse seu estado de sofrimento para de alegria.

Esperar com paciência pelo Senhor é o que de verdade produz melhor resultado. Acalmei minha alma.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

CONFISSÕES

08 de dezembro (2016),

pelas ruas, pedalando e pensando em tanto que preciso resolver saltitou em minha mente uma passagem bíblica que acho muito poética e singela. A passagem em questão é a que Jesus disse que não devemos nos preocupar tanto com os problemas do dia a dia. Ele nos manda olhar para os pássaros que não trabalham, mas têm diariamente suas necessidades supridas por Deus. Em seguida nos fala das plantas que têm vida curta, mas nesse pequeno espaço de tempo são cuidadas por Deus. Jesus arremata dizendo que Salomão em toda a sua riqueza e glória não se vestiu tão elegantemente como os pássaros ou as plantas.

É uma atitude desafiadora. Pensei comigo. Como viver como os pássaros? Foi minha próxima consideração. Ali pedalando no meu a sós com Deus diferente por falta de tempo mais apropriado, digo, aquele tempo de se recolher em um lugar a sós com Deus, senti Deus puxar um assunto comigo, dizendo-me  providencio para seres tão ínfimos não estaria mentindo quando me comprometo a socorrer os humanos.

A mim ficou o desafio de esperar nEle a despeito dos ventos fortes que sopram a meu derredor.


Assim foi meu a sós com Deus desse dia.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

CONFISSÕES

07 de dezembro (2016),


passei a tarde na companhia dos salmos. Nessa seção li depoimentos de afirmação de fé e esperança na ação de Deus. Para mim cujo momento tem sido de dificuldades, ler estes depoimentos fez muito bem a mim. Acho que foi isso que Paulo quis dizer quando citou “a fé vem pelo ouvir a palavra de Deus”. Isto é, a fé vem por ouvir os depoimentos de quem confiou e foi atendido por Deus. Vou persistir orando e confiando. Se deu certo para tantos dará certo para mim também considerando que nos dirigimos ao mesmo Deus.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

CONFISSÕES

24 de novembro (2016),

na última semana muitas ocupações concorreram com meu tempo de a sós com Deus. Por isso, resolvi fazer um tipo diferente de momento de comunhão. Uma maratona de leitura. Escolhi as pequenas cartas do Novo Testamento de Paulo e dos demais escritores. A vantagem é que essa atividade podia ser realizada em qualquer lugar que eu estivesse.

Lia no ônibus indo para algum lugar. Lia no carro particular quando pegava carona. Lia na cama enquanto esperava chegar o sono ou depois da hora do almoço quando me deitava para um cochilo. Lia no banco da praça ou da parada do ônibus esperando o transporte. Li andando na rua quando ia de ponto a outro, mas isso eu não aconselho fazer pelo risco de acidentes.

Deus que é bom e entende nossas privações falou comigo por meio das minhas leituras.

Percebi em todos os textos que li algo em comum que denominei senso de pertencimento. Em todas as cartas o assunto era debatido. Como explicar o que quero dizer com senso de pertencimento? Pensei em uma carta de Paulo, poderia ser outro, mas fui com Paulo. A carta escrita aos crentes da cidade de Colossos Paulo disse: uma vez que pertencemos a Cristo devemos fazer morrer em nós os apetites para hábitos ruins: fornicação, impureza, afeição desordenada, concupiscência e palavras ruins, além da avareza que é um tipo de idolatria, etc.

Em contrapartida, continuava Paulo, devemos adquirir bons hábitos. Noutras palavras, nos vestirmos como escolhidos de Deus. Pratiquemos a santidade, a amabilidade, a misericórdia, a bondade, a humildade e a prática do perdão contínuo e tudo o mais de bom.

O endereço da carta podia mudar, o escritor também, mas o assunto se repetia em cada um dos escritos. O sentido do pertencimento é que devemos realizar o que Cristo realiza, o que é natural de sua pessoa em relação a nós mesmo e ao outro e em relação a Deus mesmo, caso contrário nosso pertencimento não passará de uma declaração vazia.