segunda-feira, 28 de novembro de 2016

CONFISSÕES


23 de novembro (2016),

a noite dormi com os olhos entreabertos e a mente inquieta.
Tentava conscientizar meus espírito de que não seria deixado à própria sorte por Deus. Nos dias anteriores havia lido na carta de Paulo aos crentes de Roma que o sofrimento tem valor porque produz bons resultados.

Dizia Paulo: o sofrimento produz paciência. A paciência produz experiência e a experiência produz esperança, e a esperança não envergonha porque Deus derrama seu amor sobre o sofredor através da ação de seu santo Espírito.

No dia de ontem fui deixado a ver navios por alguém que me havia prometido ajuda, mas que sem qualquer aviso prévio não cumpriu a promessa. E agora, o que fazer? Era minha pergunta.

Precisava agora testar o ensino de Paulo e descansar na ação de Deus para me valer.

Como não consegui dormir direito, acordei cedo e sai a busca de um transporte para chegar a meu destino. Não costumo tomar transporte alternativo, mas dessa vez o fiz. O percurso foi rápido e o lugar marcado para descer se aproximava e minha mente ficava nervosa.

Perguntado pelo motorista onde deveria descer (ele havia esquecido), reafirmei o lugar, mas fiz um pequeno comentário mais em tom de gracejo do que com qualquer esperança. Será que você não passaria nem por perto de Parangaba (o lugar para onde eu iria)?

Para minha surpresa ele respondeu: estou levando uma passageira para lá. Não coincidentemente era exatamente em frente ao lugar onde eu naquela manhã ia fazer duas provas (na minha faculdade).

Não percebi que o horário na ficha de inscrição era o de verão e não o do meu estado, caso a pessoa que faltou comigo tivesse cumprido sua palavra teria perdido a prova. Mas tinha ainda um problema para resolver. Havia descompletado o dinheiro que tinha para ir às demais provas. E agora, o que fazer? Era minha pergunta novamente.

Disse comigo: Deus não vai me deixar ao “Deus dará”. Cheguei a casa e contei todo o acontecido para minha esposa e mencionei o problema para o dia seguinte. Ela respondeu: alguém pagou o que nos devia, pegue o que falta e vá amanhã.

Mais uma vez a esperança em deus se mostrou verdadeira.

Hoje Deus agiu assim. Como será amanhã?




sábado, 26 de novembro de 2016

CONFISSÕES

22 de novembro (2016),

sabe aquele sorriso de agradecimento que algumas vezes vestimos quando recebemos um favor? Esses dias olhando para Deus esbocei esse sorriso.

Num dia desses aparentemente normal, Deus escondido me proporcionou uma atividade que no momento me pareceu uma invasão. Havia planejado minha agenda e não queria que nada quebrasse meu ritmo.

Mas sofreu. Um amigo me procurou para que fizesse um trabalho para ele em inglês e precisava ser urgente. Posterguei. Adiei. Mas tive que fazer pela impertinência dele premido que estava pelo prazo e por sua inabilidade de escrever em inglês.

Terminei, enfim. Deus estava por trás dessa situação, agindo escondido. Não me dava pistas de estar metido nessa situação.

Dias depois de ter feito aquele serviço para meu amigo, me encontrava eu em uma necessidade premente. Dessa vez procurei o amigo para quem havia prestado aquele serviço de última hora. Falei da minha necessidade e pedi sua ajuda.

Meu amigo me disse: vou te atender porque você me tirou de um grande sufoco naquele dia. Vou ficar desfalcado te fazendo isso, mas não posso dizer não.

Ocorreu a mim fazer uma investigação de onde Deus havia se escondido e lembrei da história de Mordecai contada no livro bíblico de Ester.

Mordecai descobre um plano ardiloso de dois servos do rei para matar o rei. Mordecai denuncia a trama, os agentes do reino verificam que era verdade a denúncia, livram a vida do rei, mas nada é feito por Mordecai em benefício de seu ato heroico. Sem contar que Mordecai era escravo do rei. Sua nação havia sido conquistada pela do rei.

Muito tempo depois o rei perde o sono e começa a ler as crônicas do reino e chega na crônica que conta a história do seu salvamento pelo Judeu Mordecai. O rei procura saber o que foi dado em troca a esse homem por seu serviço e descobre que nada foi feito a ele.

O rei movido por Deus torna Mordecai um de seus conselheiros e o faz com toda pompa.

Por vezes Deus se esconde e reaparece noutro tempo e o faz de modo estranho. Nesse caso seria bem interessante procurar a mão de Deus em eventos estranhos de nossas vidas, especialmente quando é para fazer o bem a outro.


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

CONFISSÕES

21 de novembro (2016),

empreendi uma maratona de leitura e isso incluía a leitura da Bíblia além de outros livros. O livro escolhido foi a a carta que Paulo, o apóstolo, aos cristãos de Roma a quem ele não conhecia pessoalmente, mas estava transbordando de vontade de conhecer.

Li seguidos capítulos em meu desafio de leitura. Uma passagem no capítulo cinco da carta me causou espanto. Fiquei com ela na cabeça rodopiando por dois dias. Falava de alegria.

Meus entretantos com essa mensagem de Paulo dizia respeito a que ele incentivava a mantermos alegria mesmo enfrentando problemas a que em sua linguagem ele chama tribulação. Isso contraria a natureza de qualquer ser vivo, penso eu.

A ideia não me foi simpática. Alegria na tristeza? Passei, confesso, dois dias revolvendo essa ideia como se ela estivesse em meu estômago revirado como quem come uma comida indigesta.

Costumo andar de bicicleta para resolver os negócios de meu dia a dia e enquanto pedalava ao ritmo do pedal o pensamento girava com essa exortação de Paulo.

Quando temos antipatia por algo ou alguém desprezamos uma visita mais demorada querendo perceber o que há de bom no algo ou alguém. Porém, parei para analisar melhor o texto mesmo a contragosto.

Percebi o motivo da exortação de Paulo depois de me deter um pouco sobre a passagem. O sofrimento tem um propósito. Não consigo explicar o propósito de cada sofrimento no mundo, mas em linhas gerais todos têm um propósito.

Paulo disse que o sofrimento produz paciência. A paciência produz experiência e a experiência esperança. A esperança, entretanto, não é algo vazio, é a certeza de que Deus nos tratará com amor e não nos deixará à própria sorte.


Passado o susto, o motivo da alegria em meio ao sofrimento conquistou minha mente. Agora me disponho a enfrentar o sofrimento por causa de sua produção e não porque essa seja alguma virtude que nos eleve, uma vez que neste mundo teremos sempre tribulações. 



segunda-feira, 21 de novembro de 2016

CONFISSÕES

20 de novembro (2016),

O cansaço em meu corpo incomodava ao ponto de me deixar desassossegado mesmo deitado em minha cama. Ali na cama lia algumas coisas. Romances, poesias, mas era tudo muito penoso e o sono por mais que eu quisesse não aparecia.

Meu cansaço se devia a uma competição atlética de corrida de rua a pé que participei na tarde desse dia. O sol que estava declinando e fazendo aparecer as primeiras escuridades da noite deixou um calor dentro do chão que insistia em pular em cima dos corredores. Fui castigado por esse efeito estufa.

Embora com muitos livros em derredor de mim na cama, evitei ler minha Bíblia, pois a leitura desta exige um pouco mais de concentração do que para ler um romance ou poema e atenção era o que pouco eu tinha naquele momento.

Mas um momento de oração e reflexão era propício naquele instante. Falava com Deus sobre algumas decisões que preciso tomar e por causa dessas algumas inquietações se remexiam dentro de mim como a criança que se remexe dentro do ventre de sua mãe procurando mais espaço para alegria e desespero da pobre mamãe que sorrir e sente desconforto ao mesmo tempo. Não era meu caso sorrir, apenas sentia desconforto.

Por um momento senti-me culpado porque em meu tempo a sós com Deus faltou uma palavra de agradecimento, como que querendo me consolar, Deus me deu a lembrança de uma passagem bíblica do célebre Salomão: “até na alegria tem dor o coração”. De certo preciso reservar um tempo para agradecimento e quero introduzir isso em meu tempo com Deus.

Meditei em uma passagem bíblica no livro de Gênesis sobre as inquietações de Rebeca que quando grávida sentia um doloroso incômodo em seu ventre. Ela não sabia do que se tratava e foi consultar Deus a respeito do caso, talvez vendo que todas tradições de sua época não ofereciam a ela consolo satisfatório.

Deus fez Rebeca saber que seu incômodo se devia a que ela estava grávida de duas crianças  que brigavam por espaço em seu ventre. Ela teria que conviver momentaneamente com esse desarranjo. Mas, por fim, Rebeca descansaria e tudo se resolveria.

Percebi por essa passagem bíblica que ir à presença de Deus falar sobre nossos incômodos tem valor incomensurável.

Primeiramente recebemos um consolo que vem da paz que Deus como num ato de primeiro-socorro administra sobre o pedinte. E, que, mais do que apenas proporcionar paz em momentos de angústia Deus nos diz que a solução virá em seu tempo oportuno (como veio para Rebeca quando esta descansou).

Conviver com alguns incômodos será inevitável, mas se está no controle de Deus o mal não será para “morte”, mas para algum tipo de vida melhor.




sábado, 19 de novembro de 2016

CONFISSÕES

19 de novembro (2016),

Planejei cuidadosamente minha rotina. Inesperadamente ela foi alterada. Mas não houve força bruta me coagindo a fugir do plano, apenas um sentimento convidativo de me ajoelhar e comparecer perante Deus.

Estava ali de joelhos pedindo a Deus que me desse um texto para meditação para meu a sós com ele, pedi e aguardei a resposta, no intervalo apresentei a Deus meus apelos diários, minha dores e aspirações quando lampejos de luz alumiaram minha mente.

Lembre das passagens bíblicas que relata o chamado de Deus a Moisés para que este subisse ao monte para a construção do tabernáculo.eram medidas,especificação de material, forma, densidade,tipo de tecido,pessoal apropriado e a ressalva que tudo fosse feito de acordo com o modelo a Moisés apresentado no monte. Uma conversa detalhada.

Logo em seguida um novo clarão. Tempos antes de Moisés, Deus fizera o mesmo com Noé. Numa conversa o instruiu sobre como construir uma arca para salvação do dilúvio. Medidas,tipo de material, tempo exigido, finalidade, segurança, etc.

A vida é um projeto com especificações para ser vivida, caso as especificações nãos sejam observadas deixa de ser vida real. Então era isso que de uma forma diferente Deus quis me comunicar nesse dia. 

Pus diante dele minhas aspirações. Certamente que as especificações me serão dadas indo a ele diariamente.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

CONFISSÕES

18 de novembro (2016),

Não há como ler os capítulos finais do livro de Jó, exatamente os quatro finais, e não ter o fôlego suspenso e entrar em um estado de contemplação duradouro. O coração acelera com o relato da aparição e a fala de Deus a Jó.

Se de cá apenas com o relato fiquei sobressaltado, como terá ficado Jó? Terrivelmente amedrontado, mudo, maravilhado, inebriado, assustado. Deus se vestiu com uma roupa muito apropriada para o encontro: um redemoinho poderoso, com seus raios e barulho ensurdecedor.

Meu tempo de a sós com Deus se juntou ao meu período de leitura regular da Bíblia. Procuro ler diariamente a Bíblia, mas regularmente seria a palavra mais apropriada.

A escolha do livro de Jó não poderia ter sido mais apropriada para mim. Os dias têm sido muito tumultuados. Creio piamente que Deus invisivelmente me fez mais uma vez escolher o livro de Jó para eu ler. Ele sabia que assim como Jó eu precisava reajustar minha visão sobre ele e seu poder. Ter reanimada a certeza de que ele está acima de tudo. Que nada lhe é páreo nem difícil.

O pedido de Jó enfim foi atendido. _ Quero ver o Senhor e ser ouvido por ele, insistia Jó com fé e esperança. Mais do que isso Deus concedeu a Jó o privilégio de conhecê-lo um pouco mais a fundo. Foi um bônus.

Diante do relato do encontro de Deus com Jó me senti nesse dia compungido a dobrar meus joelhos e fechar meus olhos e declarar em uma oração de louvor a Deus de que estou certo de que em algum momento, Deus, vestirá sua melhor roupa e me encontrará e mudará meu estado.

Meu coração está em estado de contemplação e confiança.



quinta-feira, 17 de novembro de 2016

CONFISSÕES

17 de novembro (2016),

Nós temos a mente de Cristo, disse Paulo a seus irmãos coríntios.

Um dos efeitos da mente de Cristo nos que a tem é a inquietação para ser útil e fazer a vontade de Deus. Afirmo isso depois de ler sobre a vida do próprio Paulo e dos bons servos de Deus de quem a Bíblia relata a história, bem como os grandes da história extra bíblica.

Me inquietou perceber que meus dons beneficiavam muito a mim e a poucos além de mim. Uma inquietação e um desejo de ser conhecido para conhecido ser útil ao maior número de pessoas me dominou. Foi com essa inquietação que comecei meu a sós com Deus desse dia. Era eu uma alma melancólica tentando aconchego no colo sempre acalentador de Deus-Pai.

Passando as páginas da Bíblia e, me encantando com este e aquele livro, sabendo que em cada uma dessas conchas há pérolas de grandíssimo valor, aportei em Neemias, capítulo um, para descobrir como este homem andava igualmente a mim inquieto e querendo ser útil.

Neemias andava inquieto não por ele. Ele estava bem assentado na vida. Copeiro e sommelier gozava de boa reputação e confiança do rei. Morava na capital do império e frequentava o palácio real assistindo ao rei a tempo e fora de tempo, pois os reis temperamentais queriam como crianças mimadas serem acariciadas e ninadas a qualquer hora. Ossos do ofício de qualquer um com que se tem que lidar.

Mas para quem tem a mente de Cristo e não quer silenciá-la em sim, não repartir o que tem é pecado imperdoável em qualquer dos mundos possíveis. É o mesmo que sentir uma lancinante dor sem ter o alívio nem do remédio nem do grito.

Neemias capítulo.

Os irmãos de Neemias lhe fazem uma visita. O motivo não nos é dito. Depois das alegres recepções uma notícia põe Neemias atordoado.

“E disseram-me: Os restantes, que ficaram do cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo; e o muro de Jerusalém fendido e as suas portas queimadas a fogo.”

Coração partido. Neemias se vendo tão farto se apercebe de seus irmão tão faltos de tudo. Coube a este homem apenas orar, pois nada humanamente poderia ele fazer se Deus não fosse com ele: Senhor, dê a esse teu servo mercê diante desse homem, o rei, para eu, teu servo, a Jerusalém descer.

Essa é a mente de Cristo que eu quis ter e que vejo primeiramente, brilhantemente na pessoa desse servo de Deus. Não somente sentir compulsão para fazer algo por quem padece, mas erguer-se para fazer.

Solenemente nesse dia cerrei meus olhos e orei. Orei ao Senhor para que meus dons alcançasse mais gente além de mim mesmo e de uns poucos a minha volta para que eu pudesse satisfazer os imperativos da mente de Cristo em mim.





CONFISSÕES

16 de novembro (2016),

Senhor, me ajude a não seguir odiando aqueles que intencional ou intencionalmente me fizeram mal. Senhor, eu sinto por estes certo desprezo que só cresce.

Finalizei com essa oração fluindo de meu interior com tanta força que mais parecia um potente jato de algo que saia de uma mangueira com pequeno diâmetro e por isso mesmo era ejetado com extrema força.

Sinceramente não esperava me sentir assim tão impactado. Na verdade sempre espero ser afagado e minhas pérolas mantidas em seguro, mas o problema é que o baú não consegue mantê-las presas, mas luto em mantê-las intocadas.

Marcar um encontro com Deus é correr o perigo de ter a vida devassada, analisada como o médico que introduz a sonda no nariz do paciente para cientificar-se da gravidade do mal e adotar o processo de cura.

Nesse dia não pude fazer meu tempo de a sós com Deus cedo de manhã. Por isso mesmo passei o dia pensando como o faria. Pensei em vários livros da Bíblia quando um pensamento vário invadiu minha mente. Nos pequenos frascos estão os melhores perfumes.

Foi assim que vim parar no pequeno livro do profeta Obadias. Um pequeno livro de 595 palavras, mas de conteúdo de longo alcance. Li com a atenção a reprimenda de Deus por meio do profeta ao povo de Esaú. Depois essa reprimenda passou a ser para mim.

Jacó e Esaú eram irmãos. O relacionamento desses dois não foi sempre amistoso. Mas em dado tempo da vida os dois se entenderam e seguiram em terras diferentes, mas em estradas calmas. Esaú esqueceu de salientar a seu povo que tudo havia se acertado entre ele e seu irmão. A rixa então prosseguiu entre as duas nações que eles fundaram.

A raiva que Edom, o povo de Esaú sentia por Jacó, agora Israel, extrapolou ao ponto de Esaú se juntar a nações inimigas que matavam e espoliavam Israel e infringir tão duro golpe que o prejuízo e a dor de seu irmão chegou ensurdecedor nos ouvidos de Deus que, além, de ouvir presenciou com olhos de admiração. Deus agora sentencia Edom a receber um duro castigo. O desaparecimento por morte e espoliação pelo que havia feito a Israel e em tempo algum ter sentido pesar, mas alegria.

Foi nesse ponto que fui convencido por Deus que se não cuidasse do meu ódio, logo esse sairia do controle porque o ódio tem efeito cumulativo até que o recipiente que o guarda estoura e atrocidades são cometidas por uma mente anestesiada ao senso de justiça e misericórdia.

O ódio seda a pessoa para não perceber que Deus é juiz e retribuidor e que tratará a cada um na proporção do que fez. Isso me deu medo porque as palavras de Obadias eram graves e irrevogáveis.

Considerando que a Bíblia é o porta-voz de Deus para falar com seus filhos e, como tinha problemas com pessoas que me causaram danos, resolvi levar a sério a profecia e por isso de joelhos diante de Deus pedi sua ajuda.






quarta-feira, 16 de novembro de 2016

CONFISSÕES

14 de novembro (2016),

Fiquei intrigado em meu a sós com Deus do dia de hoje. No tempo que dedico para o a sós com Deus o texto que escolho e, sempre o escolho aleatoriamente, comunica algum direcionamento para uma inquietação imediata. Algo com que venho lutando a dias.

Mas não foi o que me aconteceu hoje, entretanto. O texto escolhido a esmo foi o primeiro capítulo da carta de Paulo a Timóteo. Não obtive daí nenhuma orientação específica, pessoal, como das demais vezes até agora. Quero dizer, daquelas lições que calam a dor do coração que geme. O meu tem sempre algo que o faz gemer. Por isso, sempre levo a Deus minhas queixas.

Porém, o texto me trouxe muitas lições para a vida, lições diversas. Não necessariamente para o momento. Sempre fico ou ficamos esperando aquele friozinho na coluna ou aquele arrepio de cabelos quando buscamos a Deus. Mas parece que ele não se repete. Assim como o profeta que achava que Deus estava no redemoinho e Deus não estava. Achava que estava no fogo e Deus não estava. Acabou por acha-lo numa brisa gentil que certamente soprava sua face vermelha resultado da depressão por que passava.

Chamou minha atenção nesse texto o trato de Paulo a Timóteo. Paulo o tratava com gentileza dando a ele uma tarefa para executar, mas o fazendo com gentileza chamando-o de filho. Aprendi que não importa meu status quo devo sempre tratar o outro com brandura.

Li que Paulo disse que o verdadeiro ensino do Evangelho promove paz duradoura quando corretamente pregado. Quando as doutrinas bíblicas são estudadas e apresentadas aos ouvintes. Doutro modo causa confusão.

Eu esperava que Deus me direcionasse para algo específico para o dia, mas Deus vi que eu precisava de consertos em mais coisas do que meus vis olhos podiam perceber. Havia muitas outras coisas para serem consertadas não só o que eu apresentei a ele naquele dia.


Na conversa com deus volta e meia ele sempre refaz o roteiro nos dá uma melhor leitura de coisas necessárias.

CONFISSÕES

13 de novembro (2016),

Não se pode abandonar os salmos. Eles estão repletos de importantes lições de Deus para os que o leem.  Foram dois deles o texto do meu a sós com Deus.

Quero antes afirmar por experiência acumulada, que a sala do trono de Deus é um lugar amplo, aconchegante e convidativo para quem quer tratar de suas feridas. A presença de Deus com toda a sua pompa não intimida. Convida. Gentilmente convida para uma conversa franca e amorosa.

Digo isso porque carrego comigo sempre algum problema para tratar com Deus. Nesse respeito sou muito parecido com os homens dos salmos.

Os salmos três e quatro deram a mim a impressão de um ser a continuidade do outro. Nos dois o salmista menciona seu sofrimento. Nos dois ele faz uma fervorosa oração para que Deus o livre do pesar que estava sofrendo. Nos dois o escritor menciona que dormiu em meio aos seus problemas porque Deus o agraciou com um sono tranquilo e nos dois o salmista sofredor declara a esperança de que Deus agirá em seu socorro em breve.

Da repetição dos fatos minha mente se apercebeu que a insistência do salmista em oração se devia à persistência de seu sofrer. Isso a priori em meu a sós com Deus me fez perceber que a tática do salmista era: se o problema é persistente a oração a Deus também precisa ser.

A exemplo de Davi, que creio ser o autor dos dois salmos, orava a Deus insistentemente acerca de um problema que se arrastava a dias. Apliquei oração sobre ele como bálsamo curador. Afinal, se deu certo para o salmista daria certo para mim, pois Deus não faz discriminação entre as pessoas.

Acabei meu tempo com Deus e fui até o quintal de minha casa. Fiquei ali ainda sob o efeito que um momento de solidão causa em nosso corpo. Nos desacelera. Fiquei ali por um pouco olhando para o nada gozando de uma quietude agradável. Meu filho pequeno se aproximou trazendo uma sugestão de como solucionar a questão. Respondi com gentileza: Deus vai nos acudir.

Alguém bateu à porta. Era a resposta de Deus. Foi dia de regozijo. Meu filho ao presenciar a solução da situação disse admirado_ bem que o pai disse que Deus ia dar um jeito.

Não sei se Deus agirá assim tão imediatamente em outras vezes, mas sei que agirá como bem o declarou Davi em outros salmos em que agradecia por ter suas petições atendidas.

Acredite. A sala do trono é sempre um lugar aconchegante.



Crônica 9, 11/2016

Uma mandala. Era o formato que tinha a nação de Israel quando acampada no deserto até chegar na terra da promessa. Mas, calma amigos mais puristas, que vêm nisso uma conotação sincretista sendo Israel o povo do livro santo que desaprova as crendices supersticiosas. Peço desculpa antes para que o caro amigo continue a ler até o fim.

Quem assegura minha declaração é o livro bíblico chamado Números. O nome do livro é tão estranho quanto a minha declaração e, por isso, vai aí minha explicação. Mandala em sânscrito é apenas um conjunto de círculos interligados um com o outro até formar um centro. E o livro ganhou esse nome por se preocupar com a contagem da nação para fins da guerra e do culto e para as demais atividades para formação da incipiente nação de Israel.

O culto acontecia no Tabernáculo. Escrevo assim iniciando com letra maiúscula para mostrar a importância deste. O Tabernáculo era o palácio de Deus entre os homens. Imediatamente ao derredor deste estava a tribo de Levi que era a responsável de conduzir o povo para a adoração a Deus, ensinar a Lei de Deus ao povo, e comunicar as decisões de Deus ao povo.

Em torno do Levitas e do Tabernáculo ficavam as demais tribos com seus respectivos exércitos identificados por suas bandeiras. Todos tinham os olhos voltados para o centro. Dali vinha a comunicação de Deus ao povo, as estratégias, os conselhos, ali as ofertas eram feitas e recebidas para manter a boa relação do povo com seu Deus. Dali Deus abençoava seu povo.

Israel foi uma nação bem-sucedida nos registros bíblicos enquanto seus olhos estavam voltados para o centro. O centro continua sendo o lugar que merece toda a nossa atenção.


Vencido o preconceito pelo termo mandala, está aí a mensagem.

O CASO DA ÁRVORE NO MEIO DO JARDIM

Gente intelectual é cheia de perguntas profundas para casos simples. Pior do que perguntas profundas para casos simples é a falta de senso de satisfação com as explicações.

Meus pais não. Estes não eram pessoas intelectualizadas. Pelo contrário, eram pessoas até bem simples. Meu pai com pouca escolaridade galgou postos importantes na Rede Ferroviária Federal S/A no auge dessa companhia. Minha mãe se dava muito bem com os desafios que a vida apresentava a ela e o fazia de maneira muito prática. Acho que herdei alguma coisa da qualidade de meus pais. Casei-me, criei três filhos e formei-me com mérito na profissão que ganho meu pão.

Uma das pérolas investigativas dos intelectuais é voltada para Deus e seus atos. Ficam presos na velha questão da árvore no meio do jardim. Por que Deus pôs uma árvore no meio do jardim e disse para o homem não comer se ele sabia que o homem ia comer?


Meu pai daria uma resposta simples, porém taxativa a essa questão que atordoa a mente brilhante dos intelectuais. Meu pai diria: Quem come do meu feijão, prova do meu cinturão. Ou nas palavras de um sujeito um pouco mais sofisticado como eu: meu mundo, minhas regras.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

CONFISSÔES

12 de novembro (2016),

acordar e manter viva a chama de reservar um tempo a sós com Deus tem sido para mim uma batalha diária. Parece que o homem tem uma tendência a se afastar de Deus. Não é na maioria das vezes um distanciamento alarmante, são pequenos e repetidos distanciamentos até ao ponto que se estabelece uma grande distancia e Deus passa a ser apenas um ponto bonito no horizonte ao longe.

Hoje realmente meu a sós com Deus foi a primeira ação do dia, depois, obviamente do café da manhã que sem este sou uma espécie de nada.

À força do senso comum escolhi um salmo para texto de meditação. Digo à força do senso comum porque se diz serem os salmos textos excelentes para meditações. O senso comum é uma estrada confortável, mas muito pouco estimulante. Mudei de estrada e fui parar na casa vizinha. O livro de Jó.

Jó capítulo. Aí estava eu pela não sei quanta vez. Ainda há alguma lição para eu aprender aqui? Perguntava minha mente. Continuei lendo a despeito de minha vacilação.

Minha mente como um motorista em seu carro que trafega devagar procurando por um endereço e quando o acha freia bruscamente, parou na passagem onde Jó reúne seus filhos para um culto doméstico de exame de consciência. Jó fazia isso sempre depois das festas que seus filhos davam uns aos outros e aos amigos regadas a alegria. Jó sabia que a alegria é um estimulante para o escárnio. Jó os estimulava a pedirem perdão a Deus.

O homem da ciência diria que isso é primitivo. É a busca da explicação dos fatos da vida pelo mito. Mas o fato é que Deus é o soberano sobre tudo e todos em seu universo e desagradá-lo é desestabilizar tudo neste universo e na vida de seus seres viventes.

Eu vinha há algum tempo orando para que Deus mudasse minha vida com respeito a alguns problemas financeiros que vinha enfrentando. Na minha oração não entendia porque as coisas não mudavam mesmo diante de tanto tempo suplicando e sofrendo. Se Deus é o supremo sobre o universo e eu me dirigia a ele por que eu padecia?

Gentilmente Deus em um contraponto a minha mente acusativa, me fez perceber que quando quebramos uma lei (de Deus ou da vida ou qualquer outra) colhemos as consequências ainda que tenhamos agido na inocência ou por algum estado alterado de consciência. À quebra de uma lei segue o desajuste.

Entendi que deveria parar de culpar a Deus e interceder por sua misericórdia e sabedoria para que meu estado mudasse. Já que cheguei nesse estado por atos meus de algum modo. Jó queria que seus filhos honrassem a Deus sempre para serem abençoados e a atitude desse homem me ensinou a ser como ele.

Assim o tenho feito desde a manhã desse dia.






segunda-feira, 14 de novembro de 2016

CONFISSÕES

11 de novembro (2016),

acordei,  e estranhamente a meu costume diário pensei logo em meu “a sós com Deus.” Digo estranhamente porque não sou muito metódico em muitos quesitos. Tenho coisas prioritárias a fazer, mas vou fazendo-as assim meio a esmo.

Previamente escolhi o salmo um para texto de meditação nesse dia. Sempre tive dificuldades com esse salmo por ser ele muito simples.

Minha dificuldade ancora em que ao ler este salmo penso instintivamente que posso não ter problemas nenhum para enfrentar ao longo de minha vida; ou mesmo, que se eu tiver, os vencerei com a facilidade com que um tornado varre uma cidade deixando atrás de si destroços de uma terrível destruição.

Então quando os problemas chegam a mim e não consigo vencê-los assim tão facilmente, penso que há algo de errado com a proposta do salmo.

Foi com essa interpretação particular do salmo um que me aproximei de Deus nesse dia em que aqui redijo minhas impressões. Questionei Deus sobre todas as dificuldades que vinha enfrentando e cobrei dele que cumprisse sua promessa feita em seu salmo em sua palavra, a Bíblia.

Dado momento do meu encontro com Deus questionando sua promessa, meu pensamento sofreu uma súbita mudança. Mudou tão drasticamente como um dia ensolarado de verão nubla e uma torrencial chuva cai sobre a terra seca.

Entendi que a prosperidade de que fala Deus no salmo que lhe pertence não é de uma vida isenta de problemas, mas é a bênção de ser conduzido e protegido por ele para vencer as grandes e pequenas batalhas com que a vida nos brinda. A vida, nós mesmos, os outros e os agentes espirituais do mundo do mal.


Meus problemas não mudaram imediatamente. O que mudou foi minha perspectiva. Respiro melhor porque agora sei que sou plenamente abençoado e que assim como a árvore do salmo plantada junto a ribeiros de água, que no devido tempo dá frutos, terei meus frutos vez por vez. No tempo certo.

Crônica 8, 11/2016

Mateus, o Evangelista, é um tipo de escritor de quem se pode afirmar que seus escritos “dão pano pras mangas.”

Para empregar uma imagem, os escritos de Mateus são como uma árvore cheia de galhos que se estendem em todas as direções produzindo sombra e abrigo.

Com a habilidade de um historiador, Mateus narra os acontecimentos em torno do nascimento de Jesus: a maneira sobrenatural de como Maria engravidou, o estado emocional de José diante da notícia esdrúxula de sua noiva, o plano de ação de José para deixar Maria com o mínimo de repercussão pública possível e a paciente e acertada ação de Deus para convencer José de que a história de Maria era verdadeira como ela mesma dizia e leva-los a concretizar a feliz núpcia.

A ordenação dos fatos nos permite retirar bons e diversos ensinamentos sem com isso torcer o texto de Mateus.

Um dos temas que decorre da narração feita por Mateus descrevendo o modo da concepção de Maria, o cuidado especial de José a Maria e desta a José e a colaboração dos dois no plano de Deus de fazer nascer no mundo o Salvador que envolvia fuga, perigo, mudanças constantes de cidade, privação pessoal temporária de privilégios legítimos e cuidados especiais com a vida de Jesus é: um casamento sólido se faz quando os dois têm objetivos em comum.


A natureza nos ensina que existem muitos bons objetivos que um casal pode buscar e com esse exercício fortalecer a relação, mas para o evangelista o mais importante é estar envolvido entorno do serviço a Jesus seguindo para isso a direção de Deus. Foi para isso, para nos dar a direção de Deus que ele nos escreveu um evangelho.

Crônica 7, 11/2016

Deus andava orgulhoso do filho que tinha. Deus andava às voltas orgulhoso do amor de Jó.

Deus não somente tinha orgulho do amor que Jó tinha por ele, Deus, como também tinha certeza de que esse amor era verdadeiro. Tanta certeza tinha Deus que não hesitou em fazer uma aposta com satanás.

Satanás que não entende nada de amor acusou Deus de ter comprado o amor de Jó pelos bens que Deus havia lhe dado e, que, se tudo lhe fosse tirado, Jó o desprezaria.

Em um só dia Jó perdeu os bens, os filhos, a saúde, o respeito de sua mulher, de seus empregados e das pessoas que o conheceram rico e saudável antes e ainda ganhou (acho que a mando do próprio satanás) quatro amigos dos quais poderíamos dizer: _ “quem precisa de inimigos tendo vocês por amigos?”

Mesmo na mais profunda miséria Jó não desprezou a Deus e, Satanás perdeu a aposta que ele mesmo aceitou.

Mas, como nasceu o amor de Jó por Deus?

Nasceu do cuidado especial de Deus por Jó durante toda a sua vida. Jó sabia que poderia contar com a bondade de Deus a qualquer momento em sua vida. Jó repetiu essa sua certeza durante todo o período em que esteve imerso em sua provação e que temos registrado no livro que leva seu nome. Jó sabia que é da natureza de Deus tratar bem as pessoas.


O amor de Jó por Deus foi um amor cultivado por Deus ( o que é cultivado gera frutos) não comprado.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Crônica 6, 11/2016

Já quis ter os cabelos crescidos. Idealizei, mas fiquei ridículo. Quero até hoje ter os cabelos crescidos, mas continuo tendo medo de ficar ridículo. Coisa complicada. Quando mais queria não podia. Agora posso e fico assustado com o resultado. A gente não é totalmente livre. Acho que foi melhor no meu caso não ser nem um Sansão nem Absalão que morreram por causa dos cabelos. Têm coisas que é melhor a gente não ter não ver não ser.

Crônica 5, 11/2016

O mundo evangélico é feio. Falta-lhe a arte.

O mundo gospel, termo muito usado hoje para se referir aos evangélicos só dispõe de um tipo de arte, que na maior parte do tempo se destina a promover a doutrina de algum figurão religioso, e por isso mesmo sua temática é repetitiva ao extremo e, ainda visa fins comerciais: a música.

O estranho dessa situação é que o Deus que o mundo evangélico diz representar é um ser artístico. Na modelagem do mundo não faltam exemplos de seu gênio artístico. Diversidade faz a trama do mundo.

O próprio livro que o Deus dos evangélicos escolheu para se comunicar com o mundo, que ele escolheu para dar informações de si mesmo e sobre tudo o que é bom para o homem e seu meio ambiente, presente e futuro eterno, é eclético: poesia, crônicas, jogral, música de todos os estilos, história, ensaios, lei, até mesmo a passarela de desfile foi uma maneira como Deus se manifestou ao mundo.

O mundo evangélico se isolou da arte enquanto seu Deus é colorido, diversificado, criativo, artístico.

Crônica 4, 11/2016

Todos os lugares onde reside gente existe lei. Ela pode ser primitiva ou desenvolvida, oral ou escrita, mas existe.

O objetivo da lei nas sociedades é sempre promover a ordem. Para isso ela pune o infrator e premia o que a obedece. A desobediência é punida pela lei porque promove o caos. Sem lei cada qual passa a reivindicar seus direitos em prejuízo do todo.

O livro dos salmos nos informa que Deus tem uma lei. O salmo um, o dezenove, o cento e dezenove e, fazendo coro aos salmos, toda a Bíblia afirma que Deus tem uma lei. É simples entender isso. Deus tem uma lei porque ele criou uma sociedade e, sociedades necessitam de lei.

A exemplo das leis das sociedades em geral, a lei de Deus confere bênçãos e punições. O salmo um é claro em afirmar que é feliz, próspero o que obedece a lei de Deus. Porém, a lei de Deus é mais abrangente que todas as lei que existam ou venham a existir. Ela lida com o homem em sua integralidade.: corpo e espírito. Tempo presente e era eterna.

A lei de Deus ajusta o homem para se relacionar bem com seu meio ambiente, com o próximo e com o próprio Deus que mantém a lei, que é quem dá validação a lei. A lei comum apenas prescreve o que o homem deve fazer,

A lei de Deus trata da máquina que move o indivíduo: seu coração. Esse, ajustado, tudo o mais o estará.

Crônica 3, 11/2016

Deus tem senso de humor. Ele reage aos espetáculos que os seres vivos promovem. De uma posição privilegiada onde nada lhe escapa ele assiste a tudo e reage.

O hinário judaico, o livro dos salmos, seguramente no salmo dois, diz-nos: Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles.

A dito sobre o senso de humor de Deus nas linhas acima se refere a reação de Deus aos que se lhe opõem. Ora, não é para menos. A cena é mesmo para se rir. Qualquer riria.





É o grão de areia tentando derrubar a montanha. Não é um espetáculo risível esse? É a figura de Sísifo rolando a pedra acima.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Crônica 2, 11/2016

O evangelista Mateus é dono de uma versatilidade literária invejável. Ele respeita as tradições de seu povo, sem contudo, trancar a porta da ação de Deus que age apesar das tradições.

Os escritores contemporâneos de Mateus não demonstravam a mesma habilidade e em respeito a tradição barravam a ação de Deus em favor das pessoas. Foi sobre isso a reprimenda de Jesus: "Bem invalidais o mandamento de Deus para guardar a vossa tradição."

Como exímio escritor que é, Mateus inicia seu Evangelho apresentando a genealogia do Senhor Jesus. O Judeu valorizava muito as genealogias porque cria por elas manter a pureza da raça.

Representativamente o gênero masculino encabeçava as genealogias. Porém o Judeu tradicional via nisso um apequenamento do gênero feminino sem que tivesse havido da parte de Deus qualquer indicação para isso.

Mateus insere na genealogia o nome de quatro mulheres quebrando a tradição judaica. O objetivo de Mateus era o de mostrar a importância dos dois gêneros em favor do plano de Deus em benefício da humanidade.

As mulheres em questão tiveram suas vidas transformadas pela graça de Deus e Mateus viu nisso importância para relacionar essas mulheres  na lista dos familiares do Salvador.

Com esse gesto de quebra de tradição, Mateus assegura que homens e mulheres são importantes e, tendo passado pela transformação realizada por Deus podem ser canais de transformação de Deus para outras pessoas.

A via que Mateus encontrou para tratar do tema da exclusão feminina tão presente em seus dias foi muito eficiente. Sua habilidade como escritor põe a questão em foco em nosso tempo onde o problema persiste e deve ser combatido.



quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Crônica 1, /11/2016

O homem que escreveu o primeiro dos quatro Evangelhos era um publicano. Um cobrador de imposto. Os publicanos eram odiados por cobrar a mais o imposto que devia o contribuinte ao governo estrangeiro, enriquecendo assim a custa de tornar outros mais pobres.

A fama ruim dos cobradores de imposto se devia também ao nacionalismo exagerado do povo judeu
que não aceitava pagar imposto para sustentar Roma e, quem trabalhasse para ela era tido por traidor.

É nessas informações que reside a bondade de Deus para com Mateus e seus conterrâneos, os judeus. Jesus foi ao encontro de Mateus quando este ainda estava em seu trabalho e o convidou a segui-lo.

A essa altura o publicano já tinha bastante informação sobre Jesus adquirida das pregações de João
Batista e das pregações do próprio Jesus feitas ao ar livre nas terras de Israel.

Mateus ouviu a Jesus e o seguiu. Neste gesto se iniciava a transformação de um indivíduo mal amado
pela sociedade em outro útil a ela. 

Foi através de escrever um evangelho e pô-lo em circulação que Mateus, o novo homem, promoveu a boa mudança na vida daqueles que verídica ou inveridicamente havia prejudicado.

O Evangelho são as boas notícias de Deus para o homem, que quando postas em práticas melhoram as ações das pessoas e  o ambiente delas.

A obra de Mateus promove o bem de pessoas até mesmo em nossos dias.